Do saber ao fazer: a organização do trabalho pedagógico na Educação Infantil.

A Educação Infantil têm um histórico recente de reconhecimento enquanto etapa de ensino e parte da composição da educação básica brasileira.

Os cursos de formação de professores ainda caminham em busca de estabelecer uma grade curricular que corresponda as necessidades pontuais de atendimento as crianças de 0 a 5 anos, considerando as etapas de desenvolvimento e as aprendizagens próprias desse período.

Os professores buscam na organização do seu trabalho pedagógico promover experiências significativas que visam a ampliação do repertório cultural e de conhecimento de mundo. Mas como isso é possível?

A ampliação do repertório cultural e de conhecimento de mundo está intimamente ligada a forma de convite que se fará a criança. A apresentação de temáticas instigantes que suscitem e mobilizem a pesquisa e a investigação são fundamentais, bem como, a oferta de um espaço rico em materiais, recursos e possibilidades que desperte a curiosidade e o desejo de interagir.

O planejamento do professor precisam estar fundamentado na sua formação e experiência anterior, mas aberto ao acolhimento de novas e melhores formas de organizar sua prática educativa, para que possa garantir maiores oportunidades de desenvolvimento para as crianças na Educação Infantil.

O que se busca é uma aprendizagem contextualizada e significativa e para isso é necessário que se pense em como configurar no planejamento das ações educativas a transposição didática. Trata-se de organizar situações em que o conhecimento historicamente construído esteja aliado ao seu uso e aplicação na sociedade e seja experienciado de forma real e significativa considerando o espaço escola, seus recursos e possibilidades de exploração. A experiência anterior das crianças, o que ela observa e vivencia em seu dia a dia, precisa ser considerado e a ela dado o direito de vez e voz, para compartilhar seus saberes, para revelar sem receio suas hipóteses, cabendo ao professor o papel de mediar e intervir de forma a tornar mais efetiva a interação e reflexão entre todos os envolvidos no processo e de todos com o conhecimento que está sendo construído .

A aprendizagem é um processo ativo no qual a criança tem um papel fundamental, suas percepções sobre o mundo que a cerca precisam ser validadas. É conhecendo sua forma de pensar que o professor descobre as melhores formas de intervir, de mediar e de colaborar para o seu desenvolvimento e aprendizagem.

A mediação, o olhar e escuta atenta do professor imprime ao planejamento a personalização. Não existe, portanto, um dia de trabalho educativo pensado do começo ao fim, sem que sejam necessários ajustes pautados no levantamento de ideias das crianças e na apresentação de novos interesses e necessidades.

O professor irá atuar como articulador do processo educativo, por meio do desenvolvimento de procedimentos, da mobilização de recursos e de estratégias buscando atribuir sentido e intencionalidade em cada uma das ações desenvolvidas.

A criança estabelecerá relações entre as diferentes informações as quais está tendo acesso e assim poderá conectá-las a outras já existentes em seu repertório, atribuindo significação.

Planejar, portanto, é fundamental e contempla a elaboração de ideias, a projeção para uso dos espaços e para a vivência de experiências múltiplas que visam proporcionar para a criança a interação significativa com o conhecimento.

Torna-se, assim, fundamental proporcionar às crianças um espaço educativo organizado com diferentes possibilidades de interação e diálogo com a cultura da infância, com diferentes formas de mídias e tecnologias, que determinarão experiências fundamentais para seu encontro com o conhecimento, para que possam usufruir desse ambiente em benefício do seu desenvolvimento e de sua aprendizagem.

Portanto, mediar a aprendizagem é significá-la!

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